BAT Brasil avança em sua estratégia de diversificação ao combinar experiência em bens de consumo, tecnologia para o varejo e investimentos em empresas inovadoras.
A BAT está ampliando sua atuação no Brasil com uma estratégia que reúne bens de consumo, tecnologia aplicada ao varejo e investimentos em startups. Em entrevista, Claudia Woods, presidente da BAT Latam South, afirma que a tecnologia já ocupa uma posição central na transformação da companhia e pode, no futuro, contribuir para novas fontes de receita.
Um dos principais movimentos dessa agenda é a chegada ao país da Btomorrow Ventures, braço de investimento corporativo da companhia. O hub ficará na sede da empresa em São Paulo e buscará negócios em duas frentes: novas categorias de bens de consumo e soluções tecnológicas voltadas ao varejo. A expectativa é realizar dois investimentos no Brasil até o fim de 2026.
A proposta vai além do aporte financeiro. A iniciativa pretende conectar as empresas investidas à experiência da BAT em distribuição, logística, operações e relacionamento com o varejo, apoiando sua evolução da fase de inovação para a escala. As startups continuarão livres para oferecer produtos e serviços ao mercado, enquanto o Brasil poderá funcionar como ponto de entrada para negócios com potencial de expansão internacional.
Entre os exemplos citados estão a empresa de alimentos funcionais Mais Mu e a de tecnologia logística Uello. A BAT investiu aproximadamente R$ 30 milhões na Mais Mu, ao longo de três rodadas, e R$ 20 milhões na Uello. A parceria com a Mais Mu contribuiu para ampliar sua presença no varejo e reduzir desperdícios na produção. Já a Uello ganhou escala após ser integrada à operação da companhia e posteriormente foi adquirida pela Lojas Renner.
A transformação também se apoia em ativos tecnológicos já utilizados pela empresa. De acordo com Claudia Woods, 80% das vendas são realizadas por meio de um aplicativo desenvolvido internamente, que integra a cadeia de distribuição para o varejo. A companhia vê nessa infraestrutura uma base para aplicar tecnologia a outras linhas de negócio, ampliar a previsibilidade de estoque, preço e consumo e explorar novas oportunidades ao longo da cadeia de valor.
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