Entenda a redução de danos do tabaco, as evidências científicas, os limites do conceito e a visão da BAT Brasil para produtos alternativos.
A redução de danos do tabaco está entre os temas mais debatidos da saúde pública contemporânea. O conceito envolve ciência, comportamento do consumidor, inovação tecnológica, prevenção da iniciação, tratamento da dependência e decisões regulatórias que precisam considerar efeitos individuais e populacionais.
Para a BAT, o tema está relacionado à transformação do portfólio, ao investimento em pesquisa e ao propósito global A Better Tomorrow™. Nesta página, apresentamos o conceito de redução de danos, a diferença entre combustão e nicotina, os critérios científicos usados para avaliar produtos alternativos, as controvérsias presentes na literatura, a contribuição da BAT para esse debate e o contexto regulatório brasileiro.
A redução de danos é uma abordagem voltada à diminuição das consequências negativas associadas a um comportamento de risco entre pessoas que continuam expostas a ele.
No setor de tabaco e nicotina, a aplicação desse conceito considera a possibilidade de adultos que fumam substituírem completamente o cigarro convencional por produtos alternativos. A hipótese científica é que a ausência de combustão possa reduzir a exposição a determinadas substâncias tóxicas.
Os cigarros convencionais apresentam riscos graves à saúde e não existe uma versão segura. A única forma de evitar os riscos associados ao cigarro é não começar a fumar ou abandonar completamente o consumo. Para adultos que continuariam fumando, a redução de danos estuda o papel potencial de alternativas sem combustão cientificamente avaliadas.
Produtos alternativos não são isentos de riscos e podem causar dependência. Qualquer avaliação de potencial redução de risco precisa considerar o conjunto das evidências e a substituição completa do cigarro convencional.
Dentro de uma política de saúde pública abrangente, diferentes medidas atendem a situações distintas:
A redução de danos, portanto, precisa ser avaliada em conjunto com políticas de prevenção, cessação, controle de acesso, comunicação responsável e acompanhamento dos efeitos sobre a população.
A fumaça do cigarro convencional é produzida pela combustão do tabaco. Esse processo gera diferentes substâncias que precisam ser consideradas na avaliação dos riscos associados ao consumo.
A nicotina pode estar presente em cigarros convencionais e em diferentes categorias de produtos alternativos. Ela causa dependência e não é isenta de riscos. Ao mesmo tempo, a avaliação científica de produtos sem combustão considera se a ausência do processo de queima pode reduzir a exposição a determinadas substâncias presentes na fumaça do cigarro.
Essa distinção não permite concluir automaticamente que um produto alternativo apresenta menor risco. A composição, as emissões, a forma de utilização, o comportamento do consumidor e o período de exposição precisam ser estudados em cada caso.
A expressão “produto de risco reduzido” exige cuidado. Uma redução na quantidade de determinadas substâncias emitidas não comprova, isoladamente, uma redução proporcional na ocorrência de doenças.
A avaliação precisa considerar cada produto, sua composição, a forma de funcionamento, o comportamento dos consumidores e o período de exposição. Resultados obtidos com uma categoria ou tecnologia não podem ser automaticamente aplicados a todas as demais.
Entre os produtos estudados internacionalmente estão:
A legislação aplicável a essas categorias varia entre os países. No Brasil, os dispositivos eletrônicos para fumar permanecem proibidos.
A BAT considera que produtos alternativos podem exercer um papel na redução dos riscos associados ao consumo de cigarros entre adultos que continuariam fumando. A companhia também reconhece que qualquer afirmação de potencial redução de risco deve estar condicionada às evidências disponíveis, à comparação com o cigarro convencional e à substituição completa do produto combustível.
Uma avaliação científica consistente pode reunir diferentes etapas:
A BAT possui uma estrutura científica multidisciplinar para avaliar composição, emissões, exposição e riscos de seus produtos alternativos. Mais informações sobre as metodologias e pesquisas desenvolvidas pela companhia estão disponíveis no portal de Ciência da BAT.
A BAT global declara seguir padrões de boas práticas em suas pesquisas científicas, incluindo referências da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico, do CONSORT Group, da Declaração de Helsinque e das boas práticas clínicas aplicáveis. Os estudos clínicos são registrados publicamente, e colaboradores ou parceiros devem reconhecer de forma transparente a participação da BAT, seja por financiamento ou conhecimento técnico.
A ciência relevante para a redução de danos precisa considerar três níveis complementares:
Quais substâncias são emitidas pelo produto e em quais quantidades? Como sua composição e suas emissões se comparam às do cigarro convencional?
A substituição completa do cigarro reduz efetivamente a exposição e os indicadores de risco entre consumidores adultos?
O produto contribui para diminuir o número de fumantes ou amplia o consumo de nicotina entre pessoas que antes não utilizavam nenhuma categoria?
Uma conclusão responsável depende da combinação desses três níveis. Resultados de laboratório, isoladamente, não respondem às questões relacionadas ao comportamento real dos consumidores ou aos possíveis efeitos sobre a população.
As avaliações sobre potencial redução de risco costumam considerar a substituição completa do cigarro convencional por uma alternativa sem combustão.
O uso simultâneo e prolongado de um produto alternativo junto ao cigarro pode manter riscos semelhantes aos do consumo exclusivo de cigarros. Por isso, a continuidade do consumo de cigarros combustíveis precisa ser considerada nos estudos sobre exposição e risco.
A BAT global incentiva fumantes adultos que continuariam fumando a migrar completamente para alternativas sem combustão cientificamente fundamentadas. Essa posição não altera a orientação central de que a única forma de evitar os riscos do cigarro é não começar a fumar ou parar completamente.
A Better Tomorrow™ é o propósito global da BAT e está relacionado à visão de construir um mundo sem fumaça, no qual fumantes adultos tenham migrado dos cigarros para alternativas sem combustão.
A transformação envolve investimentos em produtos, ciência, pesquisa e desenvolvimento, capacidades tecnológicas, avaliação científica e diálogo com reguladores e outros públicos. A BAT pretende tornar-se uma empresa predominantemente sem combustão até 2035 e tem como objetivo gerar pelo menos 50% de sua receita com produtos sem combustão nesse mesmo ano.
Para a BAT, três fatores ajudam a viabilizar essa transformação:
A companhia também tem a meta de alcançar 50 milhões de consumidores de produtos sem combustão até 2030. Em 31 de dezembro de 2025, a BAT informava possuir 34,1 milhões de consumidores desses produtos, responsáveis por 18,2% da receita do Grupo.
A BAT foi pioneira ao se tornar a primeira companhia internacional de tabaco a lançar um vaporizador no Reino Unido, o Vype, em 2013. Desde então, o Grupo ampliou seus investimentos em pesquisa e desenvolvimento de produtos alternativos destinados a consumidores adultos.
Na visão da BAT, uma estratégia de redução de danos precisa oferecer informações claras sobre:
O conceito de escolha informada só é consistente quando o consumidor adulto recebe informações compreensíveis e baseadas em evidências. Alegações absolutas, omissão de riscos ou comunicação dirigida a pessoas que não fumam seriam incompatíveis com esse princípio.
Produtos alternativos não devem ser apresentados como seguros ou livres de riscos. A possibilidade de redução de risco precisa ser avaliada de acordo com o produto, o conjunto das evidências disponíveis, a comparação realizada e o comportamento de utilização.
A BAT Brasil defende que o debate sobre redução de danos seja orientado pela ciência, pela proteção de menores e pela avaliação proporcional dos riscos apresentados por diferentes produtos.
Essa contribuição está organizada em quatro frentes.
A primeira frente envolve a produção de evidências sobre composição, emissões, toxicologia e exposição. Os estudos precisam utilizar metodologias reconhecidas, apresentar suas limitações e permitir avaliação externa.
A segunda frente envolve o diálogo técnico com autoridades, pesquisadores e profissionais de saúde. O debate regulatório precisa considerar evidências científicas, diferentes perspectivas e os possíveis efeitos das decisões sobre consumidores e sobre a população.
A terceira frente está na defesa de regras específicas para consumidores adultos, incluindo:
A quarta frente envolve reconhecer as limitações, controvérsias e incertezas existentes. A BAT condiciona suas afirmações de potencial redução de risco ao conjunto das evidências disponíveis.
No Brasil, qualquer participação nesse debate deve respeitar integralmente a RDC nº 855/2024 e as demais normas aplicáveis ao controle do tabaco.
A fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidos pela Anvisa por meio da RDC nº 855/2024.
A regulamentação brasileira abrange dispositivos conhecidos como cigarros eletrônicos, vapes, pods e vaporizadores. Esses aparelhos podem funcionar com líquidos com ou sem nicotina, cápsulas, sais de nicotina, refis aromatizados ou folhas de tabaco aquecido.
A Anvisa informa que a proibição vigente também alcança a fabricação, venda, importação, divulgação e distribuição desses dispositivos e reforça a proibição de uso em recintos coletivos fechados.
A existência de estudos e debates internacionais sobre produtos alternativos não altera as regras aplicáveis no Brasil. Qualquer discussão sobre redução de danos precisa distinguir a produção científica internacional da situação regulatória vigente no país.
O Innovation Campus, localizado em Southampton, é um centro de investigação e desenvolvimento da BAT.
O centro conta com 400 cientistas e engenheiros especializados em áreas como:
O campus integra uma rede global de 1.750 especialistas que já produziu mais de 265 estudos científicos e 8.000 patentes desde 2012.
Essa estrutura participa das pesquisas relacionadas à composição, às emissões, à exposição, à toxicologia e ao comportamento de consumidores adultos. Os trabalhos integram a estratégia de transformação científica e tecnológica do Grupo.
A redução de danos do tabaco exige evidências robustas, comunicação transparente e regras capazes de proteger a população.
Para a BAT Brasil, o tema integra uma transformação global voltada ao desenvolvimento de alternativas sem combustão para fumantes adultos que continuariam fumando. O avanço dessa discussão depende de análise científica independente, diálogo regulatório transparente, proteção rigorosa de menores, prevenção da iniciação entre não fumantes e respeito à legislação vigente.
Desenvolver produtos que apresentem potencial redução de risco à saúde é uma das prioridades do Grupo BAT. O desafio é desenvolver alternativas derivadas do tabaco ou da nicotina que sejam aceitas por consumidores adultos, avaliadas cientificamente e consideradas pelas autoridades sanitárias dentro das regras de cada mercado.
No caso dos cigarros convencionais comercializados pela BAT Brasil, não existe uma versão segura. A única forma de evitar os riscos associados à saúde é não fumar.
É uma abordagem que estuda formas de diminuir os danos associados ao consumo entre adultos que continuariam fumando. No setor de tabaco e nicotina, o conceito costuma envolver a substituição completa do cigarro convencional por alternativas sem combustão.
Não. Produtos alternativos não são isentos de riscos e podem causar dependência. A avaliação de qualquer potencial redução de risco depende do produto, do conjunto das evidências e da substituição completa do cigarro convencional.
Não necessariamente. A redução de determinadas substâncias não comprova, isoladamente, redução proporcional na ocorrência de doenças. É necessário considerar composição, emissões, toxicologia, exposição, comportamento de uso e efeitos sobre a população.
O uso simultâneo e prolongado pode manter riscos semelhantes aos do consumo exclusivo de cigarros. As avaliações de potencial redução de risco costumam considerar a substituição completa do produto combustível.
A única forma de evitar os riscos associados ao cigarro é não começar a fumar ou parar completamente.
Não. A fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda de dispositivos eletrônicos para fumar são proibidos pela Anvisa por meio da RDC nº 855/2024.
A Better Tomorrow™ é o propósito global da BAT para transformar seu negócio e construir um mundo sem fumaça, com investimento em ciência e desenvolvimento de alternativas sem combustão destinadas a consumidores adultos.
É o centro de investigação e desenvolvimento da BAT que conta com 400 cientistas e engenheiros especializados em biotecnologia, toxicologia, química e comportamento do consumidor. O campus integra uma rede global de 1.750 especialistas que já produziu mais de 265 estudos científicos e 8.000 patentes desde 2012.
A avaliação pode incluir análise dos ingredientes e materiais, medição das emissões, comparação com a fumaça do cigarro, testes laboratoriais, avaliações toxicológicas, estudos de exposição, biomarcadores, estudos clínicos e comportamentais, efeitos populacionais e monitoramento posterior à entrada no mercado.
Porque uma avaliação completa precisa verificar não apenas as características do produto e os efeitos sobre consumidores adultos, mas também se sua introdução reduz o número de fumantes ou amplia o uso de nicotina entre pessoas que antes não consumiam nenhum produto.
Não. A redução de danos deve estar associada à prevenção da iniciação, à proteção de menores e à comunicação responsável dirigida a consumidores adultos. Produtos com tabaco ou nicotina não devem ser utilizados por crianças, adolescentes ou pessoas que não fumam.